Município de Parnaíba “Princesa do Igaraçu” “Capital do Delta” “Capital do Baixo Parnaíba “Parnaíba City” “PHB””

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Parnaíba é um município brasileiro do estado do Piauí, possuindo uma população de 199 653[4] (IBGE/2019), sendo o segundo mais populoso do estado, perdendo apenas para a capital Teresina. É um dos quatro municípios litorâneos do Piauí(além de Barra Grande, Ilha GrandeLuís Correia e Cajueiro da Praia

Além das belezas naturais, Parnaíba apresenta um grande valor histórico para o Piauí, apresentando principalmente nas proximidades do Porto das Barcas inúmeros imóveis históricos que traduzem a importância de Parnaíba, chegando naquela época a ser mais importante do que a ex-capital Oeiras e sendo uma boa referência à Europa. Desde 2012, Parnaíba vem crescendo em ritmo acelerado, tendo no início de 2014, inaugurado o seu primeiro shopping Center(Parnaíba Shopping) e retomando os voos em seu aeroporto internacional.

Etimologia

O nome do município, na língua tupi-guarani, significa “rio de águas barrentas”,para referir-se ao Rio Parnaíba. A cidade é banhada por um de seus braços, o Rio Igaraçu. Outras prováveis origens para o nome seriam: uma homenagem a Domingos Jorge Velho que nasceu na vila de Parnaíba em São Paulo; e uma alusão a uma faca de retalhar carne, chamada Parnaíba, trazida da Bahia pelos primeiros fazendeiros que se instalaram na Vila.

Carinhosamente, a cidade também é conhecida como a “Capital do Delta”, pois é o portal de entrada para quem quer conhecer o único delta em mar aberto das Américas: o Delta do Parnaíba.

História

Dos índios ao status de vila.

Antes da chegada do elemento colonizador, a região do Delta do Parnaíba era ocupada por índios Tremembés, exímios nadadores conhecidos como “peixes racionais”. Entre os anos de 1571 e 1614, uma série de excursões chegaram a região, atraídas pelas notícias da grandiosidade do rio que cortava a região. Eram navegadores, aventureiros, jesuítas e pesquisadores que desbravavam a região muito antes dos bandeirantes. Conta-se que um destes navegadores, Nicolau Resende, naufragou na foz do rio e perdeu toneladas de ouro, o que o levou a passar cerca de 16 anos na região em busca de seu tesouro.

Na época por causa da Carta Régia de 1701 que só permitia a criação de gado a uma distância de 10 léguas do litoral, a economia da futura província do Piauí era interiorizada uma vez que a pecuária era sua base. Além disso, essa determinação obrigou comerciantes e contrabandistas a usarem o rio Parnaíba como via transportadora já que era inviável o doloroso trajeto terrestre. Diante disso criou-se um entreposto para a guarda de animais e acondicionamento da carne bovina, a esse local foi dado o nome de Porto Salgado ou das Barcas que acabou propiciando o desenvolvimento de uma indústria charqueadora na região e de um dos núcleos que deram origem a cidade de Parnaíba. O outro núcleo gerador da cidade foi o arraial Testa Branca que anteriormente era uma fazenda de gado que não oferecia chances de desenvolvimento.

Em 20 de setembro de 1759, João Pereira Caldas, o então governador da província do Piauí, fundou a vila de São João da Parnaíba e misteriosamente escolheu como sede o arraial Testa Branca, com a promessa nunca cumprida de que fossem construídas 59 casas o que acabou gerando insatisfação nas comunidades adjacentes do Porto das Barcas.

Em 1769 a Câmara, instalada na região portuária que administrava a vila proibiu a construção de novas edificações em Testa Branca e no ano seguinte, o governador Gonçalo Botelho de castro, transferiu definitivamente a sede para o porto. Foi também em 1770 que iniciou-se a construção da Igreja de Nossa Senhora Mãe da Divina Graça que hoje é uma das poucas catedrais em estilo barroco do Estado e foi fundada no dia 14 de agosto.

Independência

Antigo Código de Posturas de Parnaíba

Com o decorrer do tempo a vila ganhou destaque, desenvolveu-se, tornou-se um centro de difusão de cultura e de novas ideias por concentrar uma “elite intelectual” que começava a querer intervir na política nacional. Por vezes as notícias chegavam antes na vila do que na capital e foi neste contexto que Simplício Dias da Silva, rico fazendeiro e homem de prestígio, no dia 19 de outubro de 1822, proclamou adesão da vila a independência da colônia. Por ter sido a primeira Vila do Norte do Brasil a proclamar a Independência, Parnaíba foi agraciada pelo Imperador Dom Pedro I, com o honroso título de “A Metrópole das Províncias do Norte” e Simplício Dias da Silva convidado a ser o primeiro Presidente da Província do Piauí.

Prevendo que o movimento da independência poderia fazer Portugal perder sua mais rica colônia, o monarca mandou o general Fidié e suas tropas para Oeiras para conter tal movimento e caso contrario pelo menos preservar o Norte da colônia. Quando as notícias de que a independência tinha sido proclamada no litoral do Piauí, Fidié e suas tropas deslocaram-se para a vila de S. João da Parnaíba, mas ao chegar os revoltosos haviam se refugiado nas cidades vizinhas e Oeiras agora era quem declarava sua independência.

No percurso de volta a capital as tropas portuguesas foram surpreendidas com populares armados de pedras e paus, evento conhecido como a Batalha do Jenipapo em Campo Maior. Fidié apesar de ter ganho a batalha, tinha suas tropas enfraquecidas e em vez de ir a Oeiras, foi a Caxias para poder reorganiza-las, porém quando chegou nesta cidade foi cercado por tropas a favor da independência e teve que se render. Hoje, no dia 19 de outubro comemora-se o dia do Piauí.

A Confederação do Equador

Outro movimento político ao qual Parnaíba aderiu foi a Confederação do Equador, que ocorreu no dia 25 de Agosto de 1824. De Pernambuco à Parnaíba, o regime, agora, era o republicano. Mas, as forças do Imperador desmontaram essa confederação e os republicanos, em várias Províncias, foram enforcados ou fuzilados. Vários parnaibanos foram presos.

A elevação como cidade

No dia 14 de agosto de 1844, a vila foi elevada a categoria de cidade pela lei nº 166 promulgada pelo então governador José Idelfonso de Souza Ramos. A essa altura Parnaíba tinha referências na Europa e no mundo.

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